ALAGOAS, GERAL

Alagoas reduz taxas de analfabetismo e aumenta matrículas de estudantes com deficiência e EJA

Alagoas registrou redução nas taxas de analfabetismo e aumento nas matrículas de Educação Infantil, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação Especial e oferta de Ensino Integral. O estado também aumentou a inclusão de estudantes com deficiência em classes comuns – associado ao Atendimento Educacional Especializado, o AEE. Os dados são, respectivamente, da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e do Censo Escolar 2019 publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

De acordo com dados do PNAD, o estado registrou redução nas taxas de analfabetismo a partir dos 15 anos de idade entre os anos de 2016 e 2019, passando de 19,4% para 17,1% para pessoas a partir de 15 anos; 20,9% para 18,3% para pessoas acima de 18 anos; 24,6% para 21,2% para os maiores de 25 anos; 33% para 28,9% para pessoas acima de 40 anos e de 46,1% para 41% para os maiores de 60 anos.

EJA e Educação Infantil – Concomitantemente à redução das taxas de analfabetismo, o estado também teve aumento das matrículas da EJA, com a retomada dos estudos para um público que estava afastado da sala de aula. Segundo dados do Censo Escolar 2019, o número de matrículas da EJA cresceu 7,2% de 2015 a 2019, saindo de 113.228 em 2015 para 121.408 matrículas no ano passado. No que concerne à distribuição das matrículas, as redes municipais concentram 91,4% das matrículas do EJA Fundamental, seguido por 7,8% da rede estadual, enquanto, na etapa de nível médio, a rede estadual reúne 97,5% das matrículas seguidas por 1,4% da rede federal.

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Escolas de Alagoas se mobilizam para levar atividades para alunos da zona rural

A pandemia do coronavírus fez escolas adotarem a tecnologia para dar continuidade à missão de levar educação a estudantes em todo o país. No entanto, para muitos, o acesso a uma internet de qualidade ainda não é uma realidade. E, para que essas crianças e jovens não fiquem de fora do processo de ensino-aprendizagem, muitos gestores tem buscado alternativas para alcançá-los, fortalecendo ainda mais seus laços com a comunidade.

Zona rural – Um exemplo é a Escola Estadual Padre Téofanes, de São José da Laje. Seu gestor, Erivaldo Valério da Silva, mobilizou professores, pais e alunos para não interromper os estudos de cerca de 70 alunos que vivem em povoados rurais. De carro, ele percorre quatro sítios: Boa Vista, há 7,9Km do município, Campo Novo, com 13,8Km, Transval, 7,2Km e Valparaízo 9,6Km.

De acordo com o gestor, o primeiro contato foi para levar os kits de alimentos disponibilizados pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), onde toda a comunidade escolar foi mobilizada. Agora, a missão continua: quinzenalmente ele visita os sítios, desta vez para levar e recolher as atividades impressas aos alunos. 

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Retorno das aulas presenciais será a última etapa da retomada das atividades em Alagoas

A retomada das aulas presenciais nas redes pública e privada de ensino de Alagoas só acontecerá na última etapa do Plano de Distanciamento Social Controlado – documento construído pelo Governo de Alagoas que estabelece as fases para o retorno às atividades após o isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19. De acordo com o plano, divulgado em edição suplementar do Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda-feira (22), a reabertura dos estabelecimentos educacionais só ocorrerá na Fase Verde – quando todas as demais já tiverem sido cumpridas – e não tem data definida.

O documento, que pode ser conferido na íntegra aqui, diz no artigo 6º que “ficam suspensas todas as aulas presenciais nas escolas, universidades e faculdades das Redes de Ensino Pública e Privada no Estado de Alagoas, sem prejuízo do cumprimento do calendário letivo, observando-se o Decreto Estadual nº 69.527, de 2020, apenas retornando as aulas presenciais quando o Estado de Alagoas estiver na Fase Verde”.

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Rede estadual de Alagoas garante atendimento educacional a estudantes com deficiência

O avanço do coronavírus fez com que as redes educacionais de todo o mundo se adaptassem a uma nova realidade, onde teriam que desenvolver suas atividades à distância. Um dos grandes desafios desta nova realidade seria justamente a Educação Especial, onde o estudante com deficiência demanda um Atendimento Educacional Especializado (AEE) com profissionais capacitados na área. Após três meses de isolamento social, os centros de AEE da rede estadual e as escolas com salas de recursos – ambientes onde estudantes com deficiência são atendidos com recursos didáticos que facilitam sua aprendizagem – contam como está sendo essa experiência. E as famílias dos estudantes são parceiras neste processo. 

Cyro Accioly – No centro especializado no atendimento a pessoas cegas, total ou parcialmente, as atividades acontecem de segunda a sexta-feira: Artes, AEE, Enem e Encceja. 

“Inicialmente, ficamos preocupados pelo diferencial da nossa clientela, pois são crianças e adolescentes e o nosso AEE é com muita prática. Decidimos passar os conteúdos das aulas para as mães por meio de um grupo de Whatsapp e estas passarem para seus filhos e deu certo. Os professores de informática também trabalham por meio de áudios e, para os alunos que farão os exames do Encceja e do Enem, são realizadas videochamadas em grupos e os estudantes dão o retorno”, informa a diretora Jedalva Santos.

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Educação de Alagoas promove mais de 1.100 formações com professores durante isolamento social

Num período em que se faz necessário o isolamento social para preservar vidas, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) adequou seu planejamento para uma nova realidade. Com a implantação do Regime Especial de Atividades Escolares Não Presenciais (REAENP), foram adotadas diversas estratégias para o desenvolvimento das atividades escolares, seja por meio de ferramentas virtuais ou com a entrega de material impresso para estudantes sem acesso à internet. O mesmo aconteceu com o cronograma de formação de professores da rede estadual, que agora acontece de forma remota e já realizou 1.110 formações durante o isolamento social.

Desde o dia 23 de março, quando as atividades presenciais foram suspensas, a Seduc reorganizou seu cronograma de formações à necessidade de adaptação para o teletrabalho com o uso de ferramentas digitais. Os encontros formativos remotos tiveram a participação de cerca de 26 mil professores, articuladores de ensino, coordenadores pedagógicos, gestores escolares e técnicos pedagógicos.

Antes da pandemia do novo coronavírus, as formações aconteciam no formato presencial, no Centro de Formação Ib Gatto (Cenfor), no Cepa, nas Gerências Regionais de Educação (Geres) e nas escolas estaduais. Nesses três meses de isolamento social, as novas estratégias remotas da Seduc têm registrado participação efetiva dos profissionais, sobretudo nos eventos realizados pelas escolas estaduais e Gerências Regionais de Educação (Geres).

Vale ressaltar, ainda, que neste período nenhum professor contratado (monitor) foi dispensado.

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Web conferência destaca importância de planejamento conjunto para voltas às aulas em Alagoas

A reorganização do calendário escolar em Alagoas após a pandemia foi tema de uma Web conferência organizada pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação de Alagoas (Undime-AL). Participaram da discussão o presidente da Undime-AL, Rubens Araújo, a secretária de Estado da Educação de Alagoas, Laura Souza; a vice coordenadora nacional da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME) e coordenadora da UNCME-AL, Marly Vidinha. O deputado estadual e presidente da Comissão de Educação da ALE, Marcelo Beltrão. O presidente do Conselho Estadual de Educação de Alagoas, Mário César Jucá e a presidente da Undime-CE, Luiza Aurélia. A web conferência foi mediada pelo professor Neilton Nunes, técnico na Undime-AL.

Durante a web conferência – que pode ser acessada em: https://youtu.be/PKnvWCWSmog  – destacou-se a importância do diálogo, união, e planejamento na decisão da volta às aulas da rede pública. Entre os assuntos, as orientações dadas pelas instituições sanitárias que devem ser observadas durante o planejamento do retorno das aulas, a reorganização do calendário escolar e da carga horária das disciplinas e os métodos que serão tomados para garantir a segurança dentro e no trajeto até o ambiente escolar.

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Professora do Amazonas conta experiência de aulas mediadas por tecnologia

A professora mestre em Ciências da Educação Darlinda Monteiro, que integra o corpo docente do Centro de Mídias de Educação do Amazonas (Cemeam), contou sobre sua experiência de aulas mediadas por tecnologia em uma live com a professora doutora Monique Angelo, do Grupo de Pesquisa em Ensino e Extensão em Química da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), nesta quarta-feira (03/05). A amazonense falou sobre os desafios de levar o ensino a áreas remotas do estado e como a expertise do Cemeam foi importante neste período de pandemia. 

Darlinda, que leciona Química, contou que hoje revê as aulas e pensa em pontos a serem melhorados, em linguagens e exemplos diferentes, mas isso veio com o passar dos anos, quando ganhou mais confiança em aparecer diante das câmeras. Ela se disse orgulhosa de participar de um programa que dá oportunidades para as pessoas estudarem e concluírem o ensino médio.

“Quando recebi o convite, nós atendíamos alunos do ensino médio em 340 comunidades. Agora, são 43 mil alunos do ensino fundamental, médio e de Jovens e Adultos (EJA). A gente chega a lugares muito distantes do Amazonas, locais que, antes do ensino mediado, os alunos precisavam sair de casa duas horas antes da aula, pegar barcos e outros meios de transporte e agora, eles podem estudar perto de casa, com professores preparados para ensiná-los”, reflete a profissional.

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Educação de Alagoas e Google cria 180 mil e-mails para professores e alunos da rede estadual

Uma parceria que veio para agregar e levar uma melhor experiência para os professores e alunos da rede estadual de Alagoas – principalmente durante a vigência do Regime Especial de Atividades Escolares Não Presenciais (REAENP) – e que propiciou a criação de 180 mil contas de e-mail institucionais para que professores e estudantes tenham acesso ilimitado aos recursos de uma das principais plataformas educacionais do mundo. Foi o que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) anunciou nesta quinta-feira (28), em parceria com o Google for Education no Brasil – durante live transmitida nesta quinta-feira (28) no Youtube e Facebook.

A transmissão contou com a participação de Marcele Aline e Wellington Maciel, diretores de projetos educacionais da GetEdu, um dos parceiros oficiais da Google for Education no Brasil; do professor Ednaldo Firmino, coordenador do Espaço de Formação e Experimentação em Tecnologias para Professores (Efex) e de Thiago Cardoso, gerente de Infraestrutura de Tecnologia da informação da Seduc. Na ocasião, o grupo conversou sobre o processo da parceria, sua importância e as possibilidades que as ferramentas oferecem para os alunos e professores. 

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Laboratórios de aprendizagem estimulam criatividade de estudantes em Alagoas

Com as aulas presenciais suspensas desde o mês de março, as escolas alagoanas buscaram alternativas para manter as atividades pedagógicas à distância. Na rede pública estadual, desde o dia 07 de abril, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) estabeleceu o Regime Especial de Atividades Escolares Não Presenciais (REAENP), documento orienta como as atividades escolares devem ser realizadas nesse período de quarentena. Uma das medidas orientadas por esse regime foi a criação de laboratórios de aprendizagem para as turmas de 1º ano do ensino fundamental à 2ª série do ensino médio, onde as atividades acontecem de forma interdisciplinar – com professores de várias disciplinas trabalhando juntos.

Os laboratórios de aprendizagem estão divididos nas seguintes áreas: Língua Portuguesa, Matemática, Comunicação, Iniciativas Sociais ou Comunitárias, Desenvolvimento de Atividades Lúdicas, Ideias Inovadoras e Clube do Livro.

“Os laboratórios de aprendizagem possibilitam a interação entre os envolvidos em suas atividades à medida que proporcionam o estímulo à criatividade, à construção, à autoestima, à descoberta e ao desenvolvimento de competências e habilidades, além de romper fronteiras que ultrapassam os muros da escola e alcançam o território, a cultura, os saberes construídos no convívio familiar”, relata Jacielma Pereira, gerente de Desenvolvimento Educacional da Seduc. 

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Escola de Alagoas divulga pequenos negócios de pais de alunos

“Se liga aí! Se a sua família tem um pequeno negócio de alimentação, como lanchonete, pastelaria, doces e salgados, venda de sururu, quentinhas, confecção de máscaras, entrega de água e gás, todos com entrega em domicilio, então poste aqui a propaganda do negócio que ajudaremos na divulgação em nossas redes sociais! Vamos lá, queremos te ajudar a divulgar seu negócio!”.

Esta foi a chamada usada pela Escola Estadual Dom Adelmo Machado, do bairro Vergel do Lago, em Maceió, para apoiar pequenos empreendimentos dos pais dos alunos durante o período de quarentena em virtude da Covid-19. A iniciativa mostra o poder transformador que a escola tem na comunidade.

De acordo com a gestora geral, Elza Cavalcante, a ideia surgiu durante o cadastro das famílias para a entrega dos kits alimentares e do crédito, no valor R$ 50,00, disponibilizados pelo Governo do Estado por Meio da Secretaria da Educação (Seduc), assim como o contato para cadastrar os alunos nos quatro grupos de WhatsApp para as aulas remotas.

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